RELACIONAMENTO ABERTO

Relacionamento aberto é coisa pra hipster sem filho, Carlos. Já te falei isso ontem e vou falar pela última vez: relacionamento aberto é coisa de quem vai na feira orgânica no domingo e depois aproveita para comer açaí com contato do Tinder.

Relacionamento aberto é pra quem bota camisa floral para se achar artístico enquanto senta na grama da praça. Sabe o que acontece se eu compro nessa merda de feira? Eu atraso o pagamento da creche da Antônia. Não tô exagerando, compara aí o preço do tomate pra ver. Aliás, aproveita e segura ela aqui pra eu arrumar a cama. Ih, tá toda cagada. Alcança uma fralda pra eu trocar ela rapidinho.

Imagina a gente num relacionamento aberto, Carlos. Dez horas da noite de sexta. Eu podre de cansada, a Antônia mais acordada que usuário de ácido e tu todo garotão se arrumando pra night. É justo, Carlos? Ta dizendo o que, que eu ia poder sair também? Imagina que louco eu lactante na balada, toda trabalhada no sutiã anti vazamentos. Ou eu explicando pro boy que mexer no meu peito não dá, to cheia de pomada cicatrizante nos mamilos. Bacana, Carlos?

Aí a gente abre o relacionamento e faz o quê? Calcula de novo a tabela de gastos do mês? Faz uma bolsa contatinho, uma cota Happn sendo que a gente nem pagou a última prestação da geladeira ainda? Vai me dizer o que, que se eu te amasse de verdade eu não iria te privar de experiência nova? Quer experiência nova, Carlos? Pega a caixa de ferramentas e desentope a pia da cozinha pela primeira vez na vida.

Relacionamento aberto é pra quem mora com a mãe, Carlos. Ou pra comunidade hippie. A gente ta vivendo numa comunidade hippie por acaso? A gente mora de aluguel, Carlos. A única coisa hippie aqui é o meu sovaco que só é cabeludo porque eu não tenho um minuto só pra mim.

A gente tem trinta e três anos anos, Carlos. Relacionamento aberto é pra recém formado quem quer absorver melhor de cada pessoa enquanto trabalha na agencia de publicidade. Eu nem quero ser feliz, Carlos. Não o tempo todo. Eu não quero o melhor de todo mundo, Carlos. Eu quero o pior de alguém comprometido em remar na mesma direção que eu. Eu quero ouvir som de peido vindo do banheiro. Eu quero mancha de papinha de bebe na gola da camisa.

Sabe de uma coisa, Carlos? Se tu fosse minimamente decente tu me trairia ao invés de sugerir uma relacionamento desses. Sem vergonha. Olha aí a Antônia que eu vou comprar pão e já volto.

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OS VELHOS

Ando sentindo inveja dos velhos. Ando sentindo inveja dos velhos sem dentes, dos velhos com cheiro de naftalina, dos velhos que usam frutas de plástico para decorar a mesa da sala. Sinto inveja dos velhos que sofrem de artrite, de reumatismo, sinto inveja dos velhos que saem de casa para comprar bengalas, sinto inveja dos velhos ganharam andadores como presentes de Natal.

Sinto inveja dos velhos carecas que guardam loção para calvície no armário do banheiro, sinto inveja das velhas que tem restos de esmalte coral nas unhas dos pés. Sinto inveja dos velhos cujos filtros de água expiraram em 1998, sinto inveja dos velhos que não conseguem mais sentir o cheiro de podre da geladeira, sinto inveja dos velhos que esquecem a cortina do chuveiro aberta.

Sinto inveja desses velhos. Sinto mesmo.

Eles conseguiram
Eles triunfaram
Eles bem-sucederam

Eles pagaram os boletos, eles correram atras do ônibus, eles pagaram as prestações da casa. Eles abotoaram a camisa, eles trocaram a fralda das crianças, eles esperaram o caminhão da mudança, eles desentupiram a privada.

Eu sinto inveja dos velhos.

O buraco dos seus casacos são medalhas
Os seus dentes podres são troféus
As suas mãos tremem em comemoração à permanência.

Eu sinto inveja dos velhos que abrem o obituario do jornal e encontram amigos, inimigos, antigos amores.

Suas escolhas ja foram feitas
Seus problemas estão resolvidos
Seus dados ja foram jogados
Seus caminhos estão percorridos

Eu sinto inveja dos velhos que dizem que estão cansados
Pois eles podem estar.

Eu estou cansada.
Eu não sei se eu vou conseguir.

Eu sinto inveja dos velhos.

MARIA

Maria me perguntou se eu tinha morrido.

Respondi que eu estou vivo naqueles momentos em que a minha perna roça na dela debaixo da mesa do bar. Eu disse para Maria que, ah, Maria, nesses momentos, eu vivo. Eu estou vivo no contato pé-tornozelo que tem como céu o tampo da mesa. Eu vivo nesses segundos em que a sujeira do teu sapato se confunde com a gordura da minha pele.

Eu estou vivo, Maria.

Eu estou respirando através dos poros que estão grudados nos teus poros. Eu estou morando nos pelos que saem da raiz das tuas coxas e se plantam na batata da minha perna.

Eu estou vivendo, Maria. E por estar vivendo eu não preciso te ver nua. Debaixo desse palmo de pele que encosta a tua pele as minhas veias estão pulsando coladas nas tuas veias.

Escuta isso, mulher.

No meio desses copos, Maria, no meio desses corpos que só sabem cantar a mesma música da moda eu sou aquele que se embala no movimento dos teus dedinhos dos pés. Na frente desse prato eu me alimento dos plurais que tu come no final das palavras. Eu estou vivo, Maria.

Eu estou vivendo por todas as bundas que já sentaram nessa cadeira e se esqueceram da hora de ir mijar.

Eu estou vivendo por todas as pernas que já se sentiram bambas do que o pé dessa mesa.

Eu estou cronometrando a minha existência através do piscar dos teus cílios mal pintados

Eu estou nascendo, Maria. Eu estou descobrindo todas as maneiras possíveis de te penetrar a alma e não a boceta.

Eu não estou vivo, Maria.

Eu estou ardendo.

BOLO FECAL

Pedi um amor e ele me deu um bolo mofado. “Eu pedi amor”, disse.

– Isso é amor.
– Mas não vai me fazer mal?
– Talvez.

Olhei e novo e percebi uma larvinha de mosca saindo da cobertura.

– Vai querer ou não? – Ele olhava a larva também.
– Não sei. – A larvinha agora afundava cada vez mais no bolo.
– Eu não vou ficar parado o dia todo aqui, sabe.

Lembrei que não sabia cozinhar e levei o bolo para a casa. Primeiro tentei tirar tudo que se movia na cobertura, mas era impossível . Me contentei em raspar o mofo, fechar os olhos e engolir uma garfada.

Vomitei.

Dormi com o estômago roncando e acordei com dor de barriga dos infernos. Não saí de casa nos próximos três dias: sem amor, não tinha vontade de tomar banho nem de escovar os cabelos. Não queria olhar o céu e nem os olhos das pessoas. No quinto dia sem amor, não quis abrir as pálpebras muito menos as janelas da casa.

Prestes a perder as forças, olhei para a mesa e resolvi tentar de novo. O estômago reclamou, mas não devolveu. O intestino resolveu não opinar. Fui dormir indigesta e ao mesmo tempo aliviada. Pela manhã, as maquiagens do banheiro voltaram a fazer sentido. As roupas no chão pediram para serem penduradas. A maçaneta da porta pedia para ser girada e eu obedeci.

A cada passo eu sentia o estômago revirar, mas também sentia que estava viva. Segui na rua disfarçando uns arrotos enquanto olhava vitrines.

À noite, resolvi encarar o bolo de novo.

Ele não pareceu tão ruim quanto no dia anterior. Na verdade, olhando de lado nem dava para ver a parte feia. Segui comento o bolo, segui com o estômago revirado e mais importante: segui com vontade de entrar no ônibus e pagar minhas contas.

Até que o bolo acabou.

 Preocupada, fui até ele pedir mais amor. O bolo que ele me entregou estava coberto de moscas.

– Está fedendo demais. – comentei.
– É o que eu tenho.

Não consegui colocar sobre a mesa da sala, já que atraía mais moscas. Botei dentro do forno e cortei uma fatia: o cheiro era insuportável. Tampei o nariz aproximei o garfo da boca, tentando não mastigar as moscas mortas. Sabendo que não poderia ficar sem amor e nem me livrar de todos os insetos, engoli.  O estômago não roncou nem a garganta contraiu: já estavam habituados.

Quando o amor acabou, ele me entregou um prato fundo.

– Mas isso é vômito!
– Eu chamo de amor.

Entendi que era bolo vomitado e resolvi guardar na geladeira. No dia seguinte provei uma colherada antes de ir trabalhar, e, para a minha surpresa, eu já não sentia mais gosto de nada. Tomei outra
colherada à noite, pra garantir que iria ter vontade de tomar banho e sair com meus amigos.

No dia seguinte tive um pouco de febre, mas segui dando umas colheradas. Dois dias depois, a cabeça doeu. A febre voltou.

A garganta inchou.

Sem conseguir engolir o amor, fechei as cortinas e esperei a morte bater. Quando ouvi o som da campainha, suspirei aliviada.

Mas não era ela.

Não era alguém que eu conhecesse. Tinha cabelos encaracolados e trazia um prato com uma espécie de massa branca. Leve, limpa, tinha cheiro de primavera.

– Isso não é amor. – Eu disse.
– É amor, sim. – Parecia surpreso.
– Não, não é. – Eu ri.

Os olhos dele encheram de lágrimas. Antes que eu pudesse mudar de ideia, levou a torta de creme embora.

JORGE RICARDO

Jorge Ricardo esteve aqui. Jorge Ricardo esteve aqui, esvaziou o armário da cozinha e encheu meu estômago de porra. Antes disso Jorge Ricardo brincou com o gato, fumou três cigarros e derrubou suco de laranja no tapete da sala. Jorge Ricardo contou piadas ruins e gargalhou. E agora os pelos do meu gato estão virados para o lado errado como se dissessem: Jorge Ricardo esteve aqui. Agora a mancha amarela no chão da sala me conta detalhes sobre as mãos de Jorge Ricardo, delicadas como a de uma mulher. Eu deito a minha bunda na cama e o cinzeiro do criado-mudo me diz que talvez eu não devesse mentir para Jorge Ricardo que também fumo, mas as paredes respondem que precisam daquela risada esfumaçada e eu prefiro dar razão a elas. Eu fecho meus olhos sabendo que deveria estar passando veja multi-uso naquela poça do tapete, sabendo que deveria fazer uma lista com as coisas que estão faltando no armário, mas eu fecho meus olhos com mais força e resolvo ficar parada, ciente que eu deveria estender meu braço e guardar na gaveta o cinzeiro que só sei de lá quando Jorge Ricardo vem, tendo certeza de que eu deveria tirar essas latas de Heineken da escrivaninha, mas ao invés disso eu bebo o restinho delas e começo a chorar porque algo me diz que dessa vez Jorge Ricardo não volta. Algo na maneira com que ele fechou a porta me disse que seria a última vez que Jorge Ricardo derrubaria algo no meu tapete, e sabendo disso eu me levanto e pego a última garrafa da geladeira enquanto lamento ter chamado a diarista para amanhã já que sei muito bem que ela vai esfregar o tapete, abrir as janelas e tirar com a vassoura cada resquício de Jorge Ricardo desse apartamento.

Jorge Ricardo não volta, eu digo para o gato. Não adianta me olhar assim que ele não volta, eu digo de novo. Jorge Ricardo não volta. Meu gato me ignora e eu começo a chorar mais alto e me dou conta de que ou corro para o vaso ou mijo na cama. Então eu abro a porta do banheiro e sou invadida pelo cheiro quente da merda de homem. Do meu homem. Eu tranco a porta, desligo a luz e começo a respirar fundo, cada vez mais fundo, meus pulmões cada vez mais cheios de cheiro de bosta e eu cada vez mais ciente de que essa vai ser a última vez que eu respiro o cheiro do Jorge Ricardo. Eu inspiro, respiro, inspiro não sei quantas vezes até começar a ter certeza de que não sinto mais a bosta, de que meu despertador vai tocar a qualquer momento e de que eu quero permanecer nesse banheiro para sempre, quero que o dia de ontem se repita para Jorge Ricardo cagar de novo no meu banheiro, eu quero que Jorge Ricardo cague no meu banheiro por todos os dias da minha vida, eu penso, e quando o despertador começa a tocar de fato eu caio de joelhos no piso frio, me inclino para o cestinho de lixo e abro com cuidado cada papel higiênico e quando me dou conta estou lambendo eles e algo dentro de mim me diz que é como lamber o pau de Jorge Ricardo ou qualquer outra parte dele. Minha boca tritura os pedacinhos de bosta e engole os últimos pedacinhos de Jorge Ricardo que sobraram.

Eu olho para a privada e choro enquanto vomito Jorge Ricardo da minha vida.

IN ROLA WE TRUST

Pouca gente sabe disso, mas o lado em que um homem guarda o pau dentro da cueca tem tudo a ver com sua posição política.

A regra é simples: simpatizantes da esquerda guardam a rola para o lado esquerdo, direitistas guardam o pingulim para o lado direito. Protesto, bandeira do Brasil, imagenzinha no Facebook? Tudo balela. Afinal, basta ter mais de quinze anos de boceta para perceber que homem diz qualquer coisa para foder.

Há muito tempo eu desisti de falar com a cabeça de cima: acerto tudo com a de baixo para não criar decepções futuras. Quer saber se o querido toma banho? O pau responde. Está sendo traída? Se você for boa de paladar, umas lambidinhas separam você da resposta.

Eu tinha uma amiga que jurava que sentia gosto de buceta quando mamava o marido. Na época eu achava ele um santo e dava risada. “Que paranoia é essa, Maria Lúcia?”

Dois meses depois o queridão estava morando com a estagiária.

Depois dessa criei o lema In rola we trust e sigo todos os dias da minha vida.

Na verdade, seguia. Até ele aparecer.

Lindo, limpo, e ainda por cima circuncidado. Poderia ser o homem perfeito se não guardasse a pingola para frente. Isso mesmo: para frente. Reto e para baixo, como um maldito penhasco de desenho animado.

Na primeira vez em que fui mamar desconfiei, na segunda tive a confirmação e na terceira comecei a chupar puxando a boca para a esquerda para ver se ele tomava alguma consciência de classe.

Confesso que na quinta vez baixei a cueca esperando alguma mudança, mas as coisas continuavam as mesmas por ali. Firme, inabalável, de centro. Por mais que ele não dissesse, aquela rola berrava neutralidade.

E todos nós sabemos que pior do que um homem de direita só um homem neutro.

A grande merda é que eu já estava apaixonada, por isso tentei de tudo: Fórum Social Mundial, rebolar para a esquerda, vídeos do Jean Wyllys…

E nada.

Nem uma entortadinha.

Parti para a guerra: dei camiseta vermelha de aniversário, Manifesto Comunista em quadrinhos. Tentei transar de ladinho, punhetar de cantinho, lamber mais a bola esquerda para ver se estimulava algum fluxo sanguíneo.

Ele era imperturbável, irredutível, defensor de bosta nenhuma. Não criava brigas no Facebook, não excluía familiares em dia de votação, não possuía cor preferida, não ficava alterado quando alguém escrevia em caixa alta.

Enfim, desisti da luta.

Fomos morar juntos.

Compramos pratos e copos.

Adotamos um cachorro.

Finalmente, comecei a dar o cu.

Dois dias depois, Fernando César curtiu a página Bolsonaro 2018.

JOGO DO BISCOITO

– A gente pega uma dessas bolachas  aí e coloca na mesa. Tem que gozar em cima dela, entenderam? O último que gozar come.
– Trakinas sabor porra!
– Recheio especial. E aí, topam?

O Marcos sempre tinha essas ideias de merda, sempre mesmo. Quando eu tinha cinco anos ele me convenceu a colocar o pau naquele buraco que suga a agua da piscina. Velho, que dor mais fodida. Eu devo ser o único cara do mundo que foi circuncidado por ter machucado o peru no sugador. Ta certo que ter escondido o machucado da minha mãe durante uma semana contribuiu pra isso, mas essa é outra história. Só sei que eu olhei pros caras e quando vi todos já estavam em volta da mesa berrando para eu pegar a bolacha. Tirei uma trakinas do pacote e botei na mesa. O Marcos abriu ela ao meio daquele jeito que a gente faz quando é criança e quer comer o recheio antes.

– Vamos criar uma multa pra quem perder.
– Como assim?
– Uma multa, velho. Pro cara não desistir de papar.

Então o Marcos sugeriu que o perdedor desse a bunda para o grupo e todo mundo achou genial. Se o Marcos sugerisse que todo mundo comesse merda eles iam continuar achando genial. As vezes eu achava que era o único com cérebro. Só sei que depois de concordar com a multa os caras não falavam mais nada, acho que ninguém queria tirar a benga para fora primeiro. Eu tava mole e ficava pensando se os caras tavam assim também.

Olhei pro Marcos e o filho da puta tava abrindo o zíper bem devagarinho, parecia propaganda de cueca da Men’s Health com a exceção de que nenhum cara de propaganda ia ter aqueles dentes amarelos. Aí ele meteu a mão e puxou uma cabeçona roxa para fora da cueca. Brother, eu nunca tinha visto um negócio daqueles. Não que eu tenha visto muitos paus na vida mas o cara da aquela olhadinha no mictório as vezes, né. Aí eu comecei a pensar que uma cabeça daquelas devia fazer uma massagem gostosa dentro das  mulheres e que era por isso que todas elas ficavam com o Marcos, elas nem deviam se importar com aqueles dentes porque sabiam que dentro da calça dele tinha um cacete cabeçudo que mal ia conseguir entrar na boceta delas, elas deviam contar umas para as outras sobre o cacetão e por isso esse filho de uma égua sempre tava comendo alguém.

Parei de pensar nisso e quando eu vi ele tava tocando uma punheta bem de leve com a rola toda pra fora da calça, deu pra ver que a cabeça já estava babando aquela aguinha e eu lá, com a braguilha fechada ainda. Aí ele falou “qual das bonecas vai mamar primeiro?” e sei lá, da uma vergonha admitir isso mas eu fiquei de pau duro, eu nunca tinha pensado em mamar uma rola antes mas fiquei imaginando como devia ser para uma mulher encher a boca com aquele caralho, fiquei pensando que se fosse uma mulher ia ficar dando lambidinhas na baba do pau enquanto mamo no ganso. Puxei meu zíper e olhei os outros caras fazerem a mesma coisa, puxei minha benga para fora e comecei a tocar meio tímido, os outros também estavam todos assim até o Marcos começar a acelerar na punheta e dar uns grunhidos, logo em seguida ele se debruçou na mesa e todo mundo viu aquele cacete esporrar bem em cima da bolacha, aquela porra  grossa nunca parava de sair, o cara tava gozando fazia uma eternidade e aí todo mundo começou a mandar ver na bronha, mal dava pra ver a benga do Roger de tão rápido que ele mexia a mão. Não deu um segundo e ele direcionou o pau pra bolacha e gozou uma aguinha transparente por cima daquele chantilly do Marcos. Que momento humilhante. Acho que o Roger achou também porque logo depois de gozar ficou olhando pra baixo ao invés de olhar pros caras que ainda não tinham gozado.

 O Marcos não guardou a piroca depois da gozada e ficou com ela de fora balançando, até mole a cabeça era enorme. Faltava eu, o alemão e o Japa e eu já tava querendo gozar, a cada olhadinha que eu dava para aquela jeba molenga eu ficava com vontade de ir lá e roçar o meu caralho duro nele, ia gozar na cabeça dele, os nossos paus todos gosmentos iam ficar se esfregando até ele ficar duro e soltar toda porra.

Nessas o Japa gozou e ficou entre e eu o Alemão. Os caras só olhavam pra mim e pra ele. Só sei que ver o Marcos olhando pro meu caralho começou a me dar um troço. Na real eu tava orgulhoso dele estar me vendo assim, com o cacete latejando. Tenho umas veias do lado do pau que ficam enormes quando eu to pra gozar e elas estavam bem assim, eu ficava inclinando o caralho pro lado para ele ver melhor as veias, aí nessa de inclinar comecei a pensar que comendo aquela trakinas eu ia provar o leitinho do Marcos, tudo bem que ia ser misturado com a porra nojenta dos caras, mas mesmo assim ia sentir aquela porra grossa na boca e com certeza ia diferenciar ela das outras, comecei a punhetar cada vez mais devagar, o Alemão tava desesperado olhando para a bolacha e isso só fazia ele demorar mais para gozar, o cara parecia desesperado de verdade e as bochechas dele começaram a ficar vermelhas, todo mundo começou a rir dele menos eu, eu tava me segurando…

Então o Alemão gozou.

Todo mundo olhou pra mim. Forcei uma cara de nojo.