TIAGO COM H

Ele era um brinquedo antigo que alguém tinha dado corda demais, então fazia todo sentido estarmos entrando escondidos naquele museu.

 – De que olho tu não enxerga?
– Desse – apontou o direito
– Tapa o esquerdo.
– Quê?
– Tapa o esquerdo.
– Mas aí eu não vou…

Tapei um olho dele enquanto o outro me olhava sem me ver. Cheguei mais perto e procurei a língua dele com a minha. Uma língua calma que não combinava com as pernas ansiosas. Ele me agarrou pela cintura por baixo da blusa. Mordeu meu lábio.

– Quero te ver.

Mordi a boca dele de volta, tirando uma das mãos da minha cintura e fazendo ele tapar o próprio olho.

– Ainda não.

Puxei ele para o chão e aquelas pernas começaram a se mexer, então montei nos joelhos dele e tirei minha blusa. Na minha frente um olho aberto e outro tapado resultando em um homem cego para quem eu acabava de abrir o fecho do sutiã. Dois peitos cegos de mamilos olhavam para ele. Dúzias de olhos empalhados olhavam para nós.

Ele me tocou com a mão livre e me sentiu sem blusa. Mão gelada contra costas quentes. Senti um arrepio e ofereci um dos peitos para aquela boca. Me embalei na sucção forte e ritmada pensando que no final das contas todos os homens são bebês quando estão com uma teta na boca. Ele puxou meu mamilo com mais força e depois começou a dar lambidinhas na ponta recém saída para fora.

Ainda mamada por ele baixei a calcinha com a ajuda da única mão que poderia fazer isso.  Tirei o peito da boca e envolvi o rosto dele com as coxas.

– Me olha.

Uma mão saiu de um olho e uma língua entrou dentro de mim. Apertei a minha vagina contra ele, cavalgando naquela língua e implorando mentalmente para que ele não parasse, eu pensava só mais uma sentada quando ele parou, apertou minhas coxas e começou a mamar meu clitóris, dois olhos castanhos nos meus olhos castanhos me deixando suada e louca para gemer o nome dele para as paredes, para os animais empalhados, para o mapa mundi do fundo da sala.

Então ele segurou pela bunda e me colocou de quatro. Na minha frente uma águia empalhada me encarava. Ouvi ele abrir o zíper mas não vi o pau. Queria conhecer ele, tocar nele, babar nele e por isso coloquei minha mão para trás procurando pela cabeça.

– Não.

E meteu na minha boceta. Gritei.

Pingos brancos escorriam da minha perna e manchavam o chão de madeira do Museu de Arqueologia e Etnografia da UFRGS.

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2 comentários em “TIAGO COM H”

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