DANÇA DA PIROCA

O meu maior problema é que o tédio sempre me faz pensar em putaria. Então sempre que vocês me verem com cara de paisagem em sala saibam que eu estou participando de uma baita orgia. Naquela semana eu andava com uma idéia fixa então falei pro Cláudio que não conseguia parar de imaginar todos os caras para quem eu dei em fila. Depois que a fila fosse formada todos eles iam tirar as calças e eu ia ficar lá contemplando uma espécie de linha do tempo da minha boceta. Depois ia vendar um por um e colocar todos tão alinhadinhos que daria para comparar o tamanho dos paus, bem murchinhos. Aí cada um deles ia segurar a cabecinha para fora e eu ia passar pela fila com a língua para fora da boca, tocando cada um deles. Quando eu chegasse no último ia voltar até o primeiro pau fazendo a mesma coisa e depois ia me afastar. Todos eles estariam bem duros e aí eu ia poder identificar o maior, me ajoelhar e dar uma mamada como recompensa por ser tão grande. Falei pro Cláudio que a idéia já me deixava animada até ali mas o que eu pensava depois era o que estava me deixando bem louca: depois de mamar um pouquinho o vencedor eu ia pegar o cara com a menor piroca da fila e mandar ele mamar o grandão. Para não deixar aquela piroquinha órfã eu ia focar chupando aquelas bolinhas enquanto ele estivesse com a rola na boca. Todo resto da fila estaria vendado então não ia ter como saber que o maior homem da minha vida estava levando uma chupeta do menor, bem ali na frente de todo mundo. Eu ia estar tão excitada com a cena que ia ficar com uma vontade enorme de meter, mas como não meto em pau seco ia passar pela fila e formar pares, metade dos meus homens mamando e punhetando a outra metade. Todos iriam estar proibidos de gozar e de enxergar a situação então eu ia passar bem perto das duplas tocando de leve no meu clitóris. Depois disso todos estariam bem molhados e eu mandaria cada um deles sentar em uma cadeira, as cadeiras estariam formando um círculo e por isso eu ia chamar o jogo de dança da piroca. Uma música ia começar a tocar e eu ia baixar a minha calcinha e sentar na rola do homem com o menor pau até que aquela minhoquinha gozasse, aí depois ia ficar andando em volta das cadeiras, ia ter porra escorrendo pela minha coxa mas eu não ia parar de andar até que a musica se interrompesse e assim que ela parasse eu sentaria no pau do homem que estivesse na minha frente, rebolaria na piroca até ele gozar com gritinhos e partiria para o próximo, sentaria com a buceta lubrificada com a porra dos últimos homens e assim iria nesse joguinho até que que o ultimo homem gozasse, então nesse momento, eu iria mandar o meu homem de maior pau deitar no chão, iria colar a minha vagina na boca dele e forçar toda porra de todos os homens para fora, e aí sim chegaria minha vez e eu iria gozar como nenhuma mulher antes gozou na vida.

Olhei para o Cláudio e perguntei o que ele achava da minha idéia. Claudio me colocou de barriga pra cima e meteu na minha bunda. As vezes os homens não tem nenhuma criatividade.

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TEU PAU DE PIJAMA

Escuta aqui, seu gordo bicha: eu consigo superar a orquídea na mesinha da sala. Sou boa nisso. Daqui a dois dias vou ter esquecido a brancura dos teus pés contra o chão do banheiro e do teu desejo secreto de ser uma revendedora da Avon. Por sorte esse mundo é composto de três bilhões de homens e três bilhões de mulheres e quem me conhece sabe que eu corto pros dois lados. Não vai ser problema encontrar as tuas rugas na cara de outros e sempre que eu boto o pé no ônibus encontro várias baleias brancas loucas para jantar no Mc Donalds. Até essa cafeteira na sala eu vou apagar da minha memória recente e na próxima vez que tomar um expresso vou estar me f-o-d-e-n-d-o para essas tuas manias de europeu tropical. Vou esquecer dos teus livrinhos organizadinhos por tamainho e vou botar a minha bunda no sofá de tantos homens que nem vou lembrar da cor de caramelo do teu. Vou tirar os óculos da cara de tantas pessoas que não vou mais saber que fiz pela primeira vez contigo.  Vou te apagar com tanta perfeição que daqui a seis meses cada gota de suor tua vai ter sido lavada por outro corpo sobre o meu.

 No final do dia eu vou deitar minhas bochechas no travesseiro com a certeza de que não resta mais nada teu em mim, absolutamente nada exceto… teu pau de pijama.

Urso. A noite estava tão convencional até o momento em que a tua calça xadrez bagunçou a ordem das coisas e eu soube que não ia encontrar um substituto para a tua rola coberta por 80 % algodão e 20 % viscose. Isso, vem comigo. Senta aqui do meu lado com esse pratinho de sanduíche que eu te explico a tara que eu tenho por uma coisa macia encostada em outra coisa macia. Deve ser como as taras que as mulheres tem por cheiro de bebê, loção de bebê e roupa de bebê, com a diferença de que eu voltei uns nove meses nesse gosto e agora falo diretamente com o instrumento. Me acompanha enquanto eu te digo que teu quarto todo vai ser reduzido a minha mão em contato com o tecido que toca no teu pau, porque nesse momento tudo que tu fez ou deixou de fazer pode e vai ser apagado, e no final das contas o que vai restar para mim não é a tua voz bonita nem os filmes que nós assistimos juntos, o que eu vou ter para sempre é essa punheta por cima da calça do pijama. Baba pra mim, baba que quando eu ver uma manchinha nesse tecido eu vou saber que chegou a hora de te segurar com mais força e esperar tu me implorar pra te tirar para fora da calça, mas eu não vou te tirar, eu vou te deixar latejar debaixo dessa estampa xadrez, minha mão agarrada na tua cabeça melada e teus olhos fechados, quanta aguinha esse pau consegue dar até que saia a porra? Baba mais pra mim, me dá esses gemidos de homem enquanto eu mamo a tua cabeça por cima do tecido, são cinco horas da tarde e eu to aqui cuspindo no teu pau sem conseguir ver ele, tu quer quadro melhor que esse? Eu continuo te chupando mas a minha vontade  é de pegar uma tesoura e fazer um buraco nessa tua calça, te fazer desfilar pelo apartamento inteiro com o pau pra fora, desfila pra mim sua puta, uma vez putinha sempre putinha e se depender de mim esse teu pau nunca mais vai sair do buraco do pijama, vou ver teu medo estampado na cara por gostar de ser minha cadela e no final do dia eu vou ser tua dona como nenhuma mulher ou homem vai ser. Mas não te assusta, piranha. A minha boca está cheia de porra e de pano e um dia eu vou ter esquecido dos móveis do tapete e do cheiro do carro, vou ter esquecido tudo, tudo, menos do teu pau de pijama.

PATA DO CAMELO

Os olhos do fatigado leitor, ao passar por um segundo no título acima, julgarão que o mesmo seja puramente metafórico. Parabéns fatigado leitor, você acertou. Sua prima de quatro anos talvez imagine um sorridente camelo de desenho animado levantando a pata, possivelmente usando botas amarelas. Mas você, não. Você é um pervertido. E para você, leitor com olheiras, pata de camelo é um sinônimo para capô de fusca. Agora uma pausa. Se você não sabe o que é capô de fusca, abandone a leitura imediatamente. Vá assistir Herbie, o fusquinha turbinado. Para os que sabem o significado de pata de camelo a parte que interessa começa aqui, com nosso amigo Davi. Como você leitor, Davi também é entendedor da metáfora do título. Portanto, também possui algum grau de maldade e, como você, acessa sites de putaria. Portanto, caso você se sinta especial por ver pornografia saiba: todo mundo vê. Enfim chegamos no detalhe que difere Davi do mundo, ou pelo menos, da maior parte dele. Ao sentar na frente de seu Facebook, ele não está procurando por loirinha levando esporrada na cara ou negão enrabado por três no ônibus. Davi bem que gostaria de se excitar com esse tipo de pornografia tradicional, mas não nasceu para isso. Somente animais fazem o pau de Davi latejar. Humanos com animais. Se você está se perguntando como ele descobriu tal inclinação, foi da mesma maneira que você descobriu sua predileção por loirinhas levando esporrada na cara. Porém, ao contrário do querido leitor, Davi não pode exercer sua sexualidade de forma plena. Nesse exato momento Davi está em uma roda de colegas de trabalho que comentam com entusiasmo sobre a bunda da nova estagiária. É claro que Davi preferia estar descrevendo as lambidas deliciosas que levou de Lulu ontem. Adoraria contar com detalhes o início de seu relacionamento com o poodle da família. Gostaria até de revelar seus truques, como passar mel na glande para atrair a cachorrinha. Pensar nisso deixa Davi duro. Quando chegar em casa vai dar uma boas gozadas na boquinha da poodle. O bom dos cachorros é que eles engolem tudo, ele pensa. Mas o que responde para os colegas é: é a estagiária tem um rabão mesmo. O comentário soa artificial. Os colegas pensam que Davi é gay. Davi vai para a casa antes de todos com a certeza de que o pessoal do escritório comenta sobre sua provável viadagem. Enquanto Lu lambe as últimas gotas de porra caídas no carpete, ele conclui que preferia ser gay. Pelo menos teria com quem falar. Se fosse gay, frequentaria boates gays, saunas gays, piscinas gays, daria pinta de gay e por isso nunca estaria sozinho.

Algumas vezes Davi odeia sua paixão por animais, mas na maior parte do tempo odeia somente a solidão. Foi um comentário dos colegas de trabalho que levou Davi a criar a Pata do Camelo, seu fórum online. Naturalmente, precisava de um nome que não chamasse atenção de denúncias. O grande problema dos amantes de animais é a vocação para o literal. É claro que uma página chamada gozandonodalmata logo sairá do ar, e Davi sabe disso. Por essa razão, ao escutar os comentários dos colegas sobre a pata de camelo da estagiária, um alarme mental tocou: era o nome perfeito. A pata de camelo levou meses para entrar em rede. Perfeccionista, Davi virou noites a procura dos disfarces perfeitos. A aparência vulgar do fórum orgulhava seu criador. Foi em uma madrugada de segunda feira que sua grande obra estreou na internet. Naquela manhã, Davi teve uma jornada improdutiva de trabalho. Passou todo o tempo imaginando os c comentários que esperavam por ser lidos no fórum. Quantos debates, quantas discussões a serem feitas! Naturalmente, também haveria o compartilhamento de imagens. Já tinha inclusive separado as melhores fotos de Lulu. De tarde, ao verificar que não havia nenhum comentário em seu fórum, Davi ficou apreensivo. Imaginando que talvez devesse criar um tópico de conversa, lançou no título o nome Lulu, e na parte reservada ao texto digitou:

Olá amigos. Tenho uma cadelinha poodle de porte pequeno. Pretendo começar a ter relações anais com ela. Alguma dica? Obrigado desde já.
Ps: ela faz 15 anos em agosto. Algum problema?

Excitado com sua dúvida, Davi chamou Lulu com intuito de aplicar uma massagem em seu anus, mas ela não quis. Frustrado, foi dormir sem gozar, imaginando seu sêmen grudado nos pelos da cadela.

A espera é enervante para qualquer pessoa. Mas possivelmente o leitor não é capaz de imaginar o quão angustiante é aguardar frequentadores de um fórum destinado à zoofilia. No terceiro dia, Davi passou por uma crise de choro, antecedida por outra frustrada massagem retal em Lulu. Definitivamente, não importava a qualidade de margarina utilizada na massagem, Lulu sempre acabava mais interessada em lamber os dedos do dono do que receber uma deliciosa massagem anal. Quinto dia. Nada de frequentadores. Nem um piu. Zero. Talvez fosse o destino de Davi viver solitário. Sexto dia. Talvez não existam zoófilos no Brasil! Angustiado, coloca a mensagem do tópico em inglês. Olha para Lulu que mastiga uma meia. Na mesma noite, tenta penetrar a cadelinha enquanto oferece os restos do frango do almoço. Sem sucesso, vai dormir com Lulu aos pés da cama. Amanhece magoado. Lulu já havia levantado da cama e estava roendo um chinelo. Vai ver que quem gosta de zoofilia só acessa a internet nos finais de semana. Sábado de tarde, decide verificar a página de meia em meia hora, pois as probabilidades de postagem deveriam ser maiores. Davi quer estar preparado quando o primeiro comentário chegar. Se imagina atencioso, cortês. Um bom amigo. Só precisa de uma oportunidade, um comentário.

Domingo: nada. Aos prantos, Davi desliga a tela de seu computador. Imobiliza Lulu e força a entrada do seu pênis no ânus da cadelinha, que treme. Intensifica os movimentos, apesar dos ganidos de protesto. Que sensação maravilhosa. Como estava úmida por dentro! Não precisa de fórum porra nenhuma, nem dica, nem nada! Ao gozar, retira seu pau já murcho.Está ensanguentado.

Lulu não late mais.

Lulu não respira mais.

Até o momento presente, nenhum comentário foi feito na patadecamelo.com.br/

AURÉLIA

De todas as coisas que eu me lembro daquela época, a primeira delas é o suco de gelatina Royal.  A segunda é o cheiro da merda do meu pai.  Então se me pedissem para contar uma história de infância (e eu não mentisse) seria mais ou menos assim:
Naquele tempo o apartamento era muito pequeno e do meu quarto se ouvia tudo. E se me perguntassem que “tudo” é esse, eu diria que é tudo que as pessoas não querem que seja escutado dentro de um banheiro. Mas eu era jovem o bastante para não entender o conceito de privacidade e curioso o suficiente para acordar todos os dias as seis quarenta e cinco manhã. É a hora que meu pai caga. Cagava. Se existir algo depois da vida, meu pai provavelmente continua acordando as seis e quarenta e cinco para cagar no além. Mas então: a vida de certas pessoas já começa de maneira mentirosa. E acho que provavelmente eu sou uma dessas pessoas, porque se perguntassem para a minha mãe que horário eu costumava acordar quando eu era criança, ela responderia “sete da manhã” com aquela voz que as pessoas fazem quando estão certas em algo. Ou acham que estão. A verdade é que eu passei todos esses anos com dois toques de acordar: o oficial berro da minha mãe e o clandestino primeiro peido da manhã. Meu pai era daquele tipo de pessoa que antes de cagar soltava um peido enorme e barulhento. Talvez outra pessoa na mesma idade e situação ficasse irritada. Talvez algum filho em um universo paralelo igual ao nosso sentisse nojo. Mas eu não. Aquele peido era o trompete de guerra de uma batalha que eu queria escutar. Era o anuncio antes do bombardeamento. E nesse momento eu já estaria com a orelha colada na parede que fazia a divisória com o banheiro me preparando para ouvir o barulho da agua sendo perfurada pela merda. Ploft. Ploft. Ploft. Três montes de merda. Três mísseis de guerra e depois uma tossida que selava a paz do vaso sanitário. Naquela época, é claro, eu não poderia adivinhar que conheceria Aurélia.
II
Na primeira vez que vi Aurélia fiquei louco com a quantidade de comida que ela conseguiu colocar para dentro. Era festa de fim de ano da escola e pensei que ela fosse uma das secretárias, porque uma professora nunca comeria igual uma porca na frente dos pais e mestres. Depois fiquei sabendo que ela trabalhava na sala de informática e me dei conta de que nunca tinha levado meus alunos para lá. Sempre achei a sala de informática estúpida e suja e continuei achando, mas comecei a levar a turma das quartas sempre que podia. Quando eu chegava ela sempre estava comendo um daqueles pacotes de Negresco e tentando disfarçar os farelos que caíam encima do teclado. Eu geralmente botava os alunos para fazer aquele exercício de escreva-o-final-da-história e ia falar alguma coisa com ela do tipo “muito movimento na sala hoje?”. Ela respondia com um “uhum” e eu ficava imaginando que ela deveria se achar muito recatada por me dar pouco papo e manter os botões daquela camisa fechados até a gola.
Levou umas oito aulas até sair comigo. Primeiro pensei em levar Aurélia em um restaurante francês metido a besta que fica perto da minha rua. Depois eu lembrei do tamanho das comidas e chamei ela pro  Petro Bembo. O Bembo é caro o suficiente para uma mulher se sentir refinada e barato o bastante para se pagar pratos grandes. Ela estava com um daqueles vestidos comportados que vão até depois do joelho e a estampa combinava com a toalha de mesa. A toalha de mesa do Bembo é uma das coisas que me faz comer lá mesmo sozinho. Mas voltando a Aurélia: pedimos dois pratos de massa e uma salada com nome pretencioso. O problema em pedir os pratos é que logo depois começa a parte ridícula de fingir interesse no que a outra pessoa está falando e esse problema duplica caso vocês trabalhem no mesmo lugar.  Foi assim que eu ouvi durante vinte minutos sobre o abaixo assinado feito para que cor de giz azul volte a ser incluída no orçamento do material escolar do próximo ano. Pelo visto eu fui o único professor que não notou a imensa injustiça que estamos sofrendo. Quando Aurélia começou a falar da importância pedagógica da cor azul comecei a calcular o número de quadrados verdes da cortina. O meu maior problema quando eu fico entediado é que eu nunca fico só entediado. Geralmente eu sinto uma puta raiva junto e uma vontade de fazer com que a pessoa se sinta mal por estar gastando o meu tempo. Enquanto eu contava todos os quadrados concordei com a cabeça todas as vezes em que eu ouvi falar em Paulo Freire e quando eu cheguei no quadrado 75 o garçom chegou com as massas. Foi então que eu lembrei porque tinha me interessado por aquela mulher.

III
Aurélia é uma daquelas pessoas que enfia enormes garfadas na boca como se estivesse comendo a única refeição do dia. Esses modos de pobre devem ter afastado mais de um homem, mas a verdade é que a cada garfada eu ficava mais louco. Se naquele momento todas as toalhas de mesa do Bembo fossem levantadas, o restaurante inteiro veria meu pau apontado para Aurélia. Esfomeada, ciscando os últimos fios do prato. Ignorante da acusação da minha piroca que pulsava a cada garfada. Quase inocente no vestido de crente que destoava com os modos de porca na mesa. Se só por um instante, por algum truque barato Aurélia ganhasse visão de raio x, veria que meu pau estava soltando as primeiras gotinhas em homenagem ao seu estômago inchado. Caso Aurélia pudesse ser comandada por pensamentos levantaria da mesa agora mesmo, baixaria a calcinha com seu pudor de evangélica e me esconderia embaixo do seu vestido. Seguro de olhos alheios, eu começaria a lamber seu cuzinho como pedido para que ela relaxasse, fechasse os olhinhos e soltasse o primeiro peidinho na minha boca. Aurélia me teria ajoelhado, suplicante por cada bolacha, cada fio de massa e cada colherada de pudim alojada no seu intestino. Quase consigo sentir o gosto da merda de Aurélia: quente, densa e adocicada. Se Aurélia prometesse comer assim pelo resto da vida eu transformaria a tampinha dessa coca cola light em aliança e a pediria em casamento.
Eu acordaria todos os dias, pelo resto da minha vida, para ouvir Aurélia cagar.
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